1/3 dos vídeos do Youtube sobre hipertensão estão equivocados

Procurar informações na internet a respeito de assuntos médicos tornou-se muito comum nos últimos anos. Vários pacientes chegam à consulta médica já trazendo informações (nem sempre corretas) pesquisadas na rede previamente.

A fim de quantificar o número de informações corretas e incorretas, o pesquisador Nilay Kumar e seus colegas em Cambridge, EUA, realizaram uma varredura de todos vídeos do Youtube que fornecem informações sobre “pressão alta” (hipertensão). Os 176 vídeos mais relevantes sobre o assunto (classificados pelo Youtube, com algoritmo proprietário) foram analisados por 2 médicos, separadamente, e suas informações classificadas em 3 categorias: úteis, equivocadas ou relato de experiência pessoal.

O resultado mostrou que 3% dos vídeos representavam relatos de casos pessoais, 64% eram fornecedores de informações úteis e 33% traziam informações equivocadas. Detalhando mais estes resultados, verificou-se que os vídeos mais assistidos e “curtidos” eram justamente os de relatos pessoais (29 visualizações por dia, em média), e os menos assistidos e “curtidos” eram os úteis (6/dia). Os vídeos de informações equivocadas foram visualizados em média 11 vezes ao dia.  A grande maioria dos vídeos que forneciam informações equivocadas tinha como assunto principal terapias alternativas para hipertensão, sem comprovação de eficácia, e traziam propaganda de produtos.

Ou seja, como já era previsível, boa parte da informação médica encontrada na internet está equivocada. Cabe ao médico indicar a seu paciente sobre fontes confiáveis de informação, já que o “Dr. Google” está disponível 24h por dia, em quase todos locais.


Fonte: http://www.ashjournal.com/article/S1933-1711(14)00143-0/fulltext


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