ESCOLHENDO OS PEIXES MAIS SAUDÁVEIS

A inclusão de peixes regularmente na dieta já provou ser extremamente benéfica para saúde e tem sido recomendada por autoridades da área há décadas. Sabe-se que as pessoas que têm o hábito de comer pelo menos 2 porções deste alimento por semana sofrem menos doenças cardíacas, especialmente se o peixe for marinho e gorduroso.

Mas, com centenas de peixes diferentes à disposição, escolher o peixe certo não é tão simples. Muitas das espécies mais apreciadas contêm hoje em dia alta concentração de mercúrio, devido à poluição dos rios e oceanos por este metal pesado. A ingesta de alimentos contaminados por mercúrio está associada a uma série de doenças, especialmente entre crianças e gestantes. E é muito fácil ultrapassar o limite seguro de ingesta de mercúrio comendo peixe semanalmente. Além disso, o componente nutricional dos frutos do mar que parece ser benéfico para a saúde é o ômega-3, cuja concentração é diferente de acordo com a espécie de peixe.

Eis as orientações gerais para a escolha do melhor pescado:

  • Peixes de água salgada são mais benéficos que os de água doce.
  • Peixes que vivem na água fria são mais adequados.
  • O peixe não pode ser frito ou empanado, isto elimina todos seus benefícios.
  • Peixes criados (aquacultura) vão ter características nutricionais muito diferentes dos peixes selvagens, na dependência da ração utilizada – em geral devem ser evitados.

A tabela abaixo traz uma classificação muito útil da concentração de mercúrio e de ômega-3 em diversas espécies de peixe: as melhores escolhas são os peixes mais acima à direita (cavalinha, anchova, arenque, sardinha, truta arco-íris, salmão selvagem, peixe-rei), e as piores são os peixes mais abaixo na esquerda (espadin, peixe-relógio, atum-patudo, tubarão, peixe-espada, cavala-verdadeira). Importante perceber que o atum está entre os peixes com maior concentração de mercúrio. Já o apreciado bacalhau tem teor de mercúrio baixo, mas também tem pouco ômega-3, mesma situação do arenque e da tilápia, o que quer dizer que são seguros, mas não tão benéficos. A tainha e o linguado também são seguros, e têm uma quantidade maior de ômega-3.

 


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