POLUIÇÃO SONORA x INFARTOS e DERRAMES

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No final de 2013, o British Medical Journal publicou um estudo relacionando a poluição sonora causada por aviões com a ocorrência de infartos e derrames.

Para tanto, os pesquisadores coletaram os dados de 21 distritos de Londres que ficam próximos ao aeroporto de Heathrow, por um período de 5 anos, totalizando 3,6 milhões de habitantes. A autoridade de aviação civil forneceu os dados relativos ao ruído nestas regiões, dividido por espaços de 10x10m, sendo que o ruído foi separado em noturno (23-7h) e diurno (7-23h). E o Escritório para Estatísticas Nacionais e o Departamento de Saúde forneceram os dados relativos às internações hospitalares e mortes em todos estes distritos, para derrame, infartos e doenças cardiovasculares.

Os resultados mostraram que houve correlação entre o nível de ruído e as doenças acima citadas. Comparadas às áreas mais silenciosas, as regiões mais barulhentas (correspondendo a 2% da população estudada) registraram 24% mais internações por derrame, 21% mais internações por infarto e 14% mais internações por doenças cardiovasculares, além de mais mortes no total. Não houve diferença entre morar em áreas com mais barulho à noite ou ao dia.

Os autores concluem que houve associação entre altos níveis de poluição sonora oriundos do tráfego aéreo e risco aumentado de derrame, doença coronariana e cardiovascular, tanto para internações hospitalares como para mortalidade, em áreas próximas ao aeroporto de Heathrow, em Londres.

Então, além da poluição atmosférica, agora há evidências de que a poluição sonora é mais um fator a contribuir para a alta taxa de infartos e derrames nos grandes centros urbanos.

 

Fonte: BMJ 2013;347:f5432


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