REVERTENDO SUA ARRITMIA EM CASA

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A taquicardia supraventricular paroxística (TSP) é uma das arritmias mais comuns no dia-a-dia dos cardiologistas, e costuma acontecer em jovens saudáveis; trata-se de uma aceleração súbita nos batimentos do coração, que pode chegar a 200 batimentos/minuto (a velocidade normal é de 60 a 100 bpm). As crises desta arritmia podem ser auto-limitadas, com duração de segundos ou poucos minutos; porém, muitos pacientes sofrem crises prolongadas, que podem perdurar por horas, trazendo grande incômodo e levando à procura por atendimento em centros de emergência. Em um centro de atendimento de emergência, a arritmia é revertida com a aplicação de medicamento especial intravenoso, em poucos minutos. Todavia, muitos pacientes podem reverter sua arritmia em casa, com segurança e praticidade.

Há muito tempo sabe-se que a manobra de Valsalva pode reverter esta arritmia, se executada pelo próprio paciente, onde ele estiver; esta manobra consiste em assoprar (ou tentar assoprar) com força, contra uma resistência (o punho da mão fechada, por exemplo) durante alguns segundos. Em cerca de 17% dos casos esta simples manobra traz o coração de volta ao ritmo normal.

A novidade é a publicação de um artigo onde uma nova manobra, um pouco mais sofisticada, mas igualmente caseira, foi aplicada em 433 pacientes ingleses e apresentou uma taxa de reversão muito melhor: 43%.

A nova manobra, denominada de Valsalva modificada, consiste em realizar a manobra tradicional de Valsalva e logo após deitar-se, elevando as pernas em 45 graus por mais 15 segundos, com ajuda de alguém (vídeo). Esse simples acréscimo na manobra quase triplicou sua eficácia, e manteve a segurança do procedimento.

Portanto, para pacientes portadores de TSP e que sofrem o incômodo de visitas hospitalares frequentes para reversão de arritmia, a manobra de Valsalva modificada oferece uma boa chance de auto resolução da arritmia.

Importante salientar que a TSP, apesar de ser normalmente inofensiva, possuí  também outros tratamentos eficazes: uso de medicamentos preventivos, uso de medicamentos abortivos e ablação por cateter. A escolha do melhor tratamento deve ser feita em conjunto com o médico cardiologista, pois para cada caso as necessidades são diferentes.

 

Fontes:

http://www.medscape.com/viewarticle/853534

http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(15)61485-4/fulltext

 

 

 

 


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