Tratamento inovador para insuficiência cardíaca

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Pesquisadores continuam criando novas alternativas para o tratamento de doenças do coração, algumas bastante inusitadas. Desta vez, nas sessões da Associação Americana do Coração, pesquisadores australianos apresentaram o resultado de um ano de seguimento de 64 pacientes que receberam “um novo furo” no coração.

Eram pacientes portadores de insuficiência cardíaca (http://clinicapetterson.com.br/insuficiencia-cardiaca/) mas sem coração “grande” ou “fraco”; nesses casos, que são bastante comuns, o paciente sofre com falta de fôlego e falta de força para exercer suas atividades, porém há pouca ou nenhuma melhora com os tratamentos disponíveis.
Sabe-se que nesses pacientes há um aumento de pressão dentro de uma das cavidades do coração (átrio esquerdo) durante o esforço físico, e quanto a maior a pressão nessa cavidade, mais falta de ar e cansaço o indivíduo sente. Os medicamentos até agora desenvolvidos têm falhado em reduzir esses sintomas.

Então, os australianos fizeram um orifício (em medicina, preferimos o termo “shunt”) comunicando o átrio esquerdo com seu vizinho, o átrio direito, conforme pode ser viso nas figuras. O shunt foi criado através de introdução de cateteres e com o implante de um dispositivo especial que mantém o orifício aberto.

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Uma vez feito o shunt, a pressão de sangue no átrio esquerdo se reduz, pois cria-se um escape de sangue para o átrio direito. A preocupação maior era saber as consequências a longo prazo deste escape de sangue.

Os resultados de um ano de seguimento destes pacientes foram favoráveis: houve importante melhora na falta de ar e cansaço, e não se detectou a criação de problemas no lado direito do coração (para onde o sangue foi desviado). Como base de parâmetro para melhora, os pacientes, antes do procedimento, eram capazes de caminhar 331 metros em 6 minutos, devido ao cansaço; depois de um ano, a distância aumentou para 363 metros.

O próximo passo, que já está sendo executado, é um teste em um número maior de pacientes, onde metade dos pacientes receberão um procedimento falso (terão cateteres introduzidos no coração, mas o shunt não será feito), sendo que os pacientes não saberão se, no seu caso, o shunt foi feito ou não. Isso impedirá que se sintam melhores por efeito de sugestão (efeito placebo).

Parabéns aos pesquisadores que trouxeram a inovação, que oferece uma nova perspectiva para os pacientes que sofrem desta condição.

Fonte: http://www.medscape.com/viewarticle/872067


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